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Pacientes denunciam ginecologista por assédio durante consulta em Salvador





Por:G1/Bahia

Uma das vítimas, de 26 anos, que prefere não revelar a identidade, afirmou que procurou o médico Leonardo Palmeira, apenas para apresentar o resultado dos exames preventivos realizados com outro profissional.

De acordo com a mulher, o suspeito pediu para que ela refizesse a coleta e o abuso aconteceu após ela ter aceitado o pedido do ginecologista.

"Em seguida ele me examinou, aí ele coletou o exame preventivo. Em seguida colocou a luva, botou um produto lá e introduziu", relatou.

"Ai nisso ficou fazendo vários movimentos, vai e vem, vai e vem durante algum tempo. Eu cheguei em casa e contei para minha mãe o que tinha acontecido".

A mulher também disse que disse para outras pessoas, que também acharam estranho o pedido do profissional.

"Aí ela disse que não era normal, cheguei a contar para outras pessoas também e as pessoas também falaram que não era normal", disse.

A consulta foi em maio de 2020, mas a mulher só procurou a polícia quase dois anos depois, por medo e vergonha.

"Hoje me sinto muito envergonhada, né? É uma humilhação isso, porque a gente foi lá na clínica para se tratar e não para estar passando por esse tipo de coisa, entende?", contou a mulher.

Outra vítima, que ainda não registrou boletim de ocorrência, procurou a produção da TV Bahia, e fez uma denúncia por aplicativo de mensagens.

"Eu tive uma consulta com ele no dia 4 de janeiro, que eu fui fazer meu preventivo. Eu achei muito estranho depois que ele pegou nessa região minha. Eu já estive com outro ginecologistas, nunca me aconteceu um fato desse, né? onde eu passei por esse constrangimento, né?", afirmou.

"Eu espero justiça, né? Que ele venha a ser preso, entendeu? E, pagar pelo ato que ele cometeu".

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) informou que há uma sindicância aberta e que, durante o procedimento de investigação, não vai comenta sobre o caso. O profissional vai continuar afastado até a conclusão da investigação administrativa. 

O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) também se posicionou sobre o caso e informou que uma denúncia sobre o caso foi protocolada e que esta seguirá medidas pertinentes.

De acordo com o Cremeb, após análise inicial para identificação do denunciante e do autos processuais que compõem a denúncia, também foi instaurada uma sindicância para apuração dos fatos e, caso haja indícios de infração ética, será aberto um processo ético-profissional.

No entanto, conforme o conselho, toda denúncia tramita em segredo de justiça.

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