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Hoje, 13 de julho, é Dia Mundial do Rock, mas só no Brasil


rock é um dos gêneros musicais que mais exerce influência sobre cultura, linguagem, estilo de vida, moda, comportamento… Enfim, ninguém pode negar o impacto social gerado pelo rock. São tantos estilos diferentes dentro de um mesmo gênero (afinal, o rock alcança desde o emo até o metaleiro) que é impossível encontrar alguém que não tenha uma paixão incontrolável por pelo menos uma banda de rock ou que não cantarole um solo de guitarra famoso debaixo do chuveiro vez ou outra.

Por todos esses motivos, é mais do que justo que haja um dia especial em homenagem a esse gênero musical incrível – e esse dia está chegou. Nesta sexta-feira, 13 de julho, é comemorado mais um Dia Mundial do Rock.

Apesar de “mundial”, o Dia do Rock só é levado a sério no Brasil —assim como o Dia dos Namorados em 12 de junho ou o Dia das Crianças em 12 de outubro. Mas de onde veio a ideia?

Em 1985, foi realizado o Live Aid, um megaevento global que tinha como objetivo arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia. O festival contou com apresentações principalmente em Londres, no estádio de Wembley, e na Filadélfia, no John F. Kennedy Stadium.

Talvez o leitor se lembre do Live Aid por conta da cinebiografia Bohemian Rhapsody, do Queen, que termina com uma representação impressionante do histórico show que Freddie Mercury (1946-1991) e companhia fizeram no evento.

Pois bem, entre as atrações do evento estavam os maiores nomes da música mundial, e estamos falando da década de 1980, quando o rock gozava de plena popularidade nas rádios e paradas de sucesso. Além do Queen, U2, David Bowie (1947-2016), The Who, Elton John, Paul McCartney, Mick Jagger, Madonna, Led Zeppelin e Bob Dylan foram algumas das muitas atrações do Live Aid.

Phil Collins é o pai do Dia Mundial do Rock

Phil Collins também estava na escalação, e cantou tanto em Londres quanto na Filadélfia. Pois bem, em certo momento e comovido pelo evento coletivo, Collins sugeriu no palco que aquele dia, 13 de julho, passasse a ser o Dia Mundial do Rock. O público presente vibrou com a ideia, mas ela só foi levada à prática mesmo, no ano seguinte, por rádios de São Paulo dedicadas ao gênero.

A ideia acabou se consolidando no Brasil, tanto que até hoje, 37 anos depois, seguimos vendo eventos pensados para celebrar o Dia Mundial do Rock. É mundial, mas é só aqui mesmo.

Queen, The BeatlesGuns N' RosesPink Floyd, The Rolling Stones, Led ZeppelinNirvanaAC/DC, KissMetallica, Iron Maiden, U2, Panteras, Bon Jovi, Black Sabbath, Ramones, Scorpions.... são vários os nomes que figuraram o tempo de ouro do rock internacional

A história do rock brasileiro

O marco inicial do rock brasileiro é datado de 24 de outubro de 1955, quando foi lançada, na voz de Nora Ney, a música “Ronda das Horas”, uma versão de “Rock Around the Clock”, um dos primeiros sucessos do gênero, originalmente gravado por Bill Haley.
 
Depois do inusitado hit inaugural, os brasileiros simpatizaram com a subversiva novidade norte-americana, que começou a ser assimilada por cantores como Cauby Peixoto (foto), que em 1957 gravou a primeira faixa tipicamente nacional dentro do gênero: “Rock and Roll em Copacabana”, do compositor Miguel Gustavo.
 
Uma nova juventude começou a surgir, adotando como principal lema a contestação dos padrões da época, e as primeiras “baladas” rock’n’roll se concentravam em shows regionais, bailes, e festas das rádios, sendo que a moda ainda era dançar juntinho, só que com movimentos mais rápidos e ousados.

Legião Urbana, Titãs, Raimundos, Mamonas Assassinas, Los Hermanos, Capital Inicial, Rita Lee, Paralamas do Sucesso, Charlie Brown Jr, Pitty, Sepultura, Angra, Viper, Engenheiros do Havai, Ratos de Porão…são vários os nomes que figuraram o tempo de ouro do rock nacional.

Década de 60

É nos anos 60 que surge o primeiro sucesso no cenário do rock brasileiro, na voz da cantora Celly Campello, responsável por popularizar as canções “Banho de Lua” e “Estúpido Cupido”, abriu caminho para o nascimento da Jovem Guarda, encabeçada por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa (foto), que criaram um repertório de letras românticas em ritmo acelerado, sendo o primeiro conjunto do Brasil que conseguiu a adoração nacional.
 
Surge também a Tropicália, uma revolução musical promovida pelos baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil, que criaram um novo estilo ao fundirem as guitarras elétricas com os mais tradicionais gêneros da música de raiz nacional.
 
Também surge uma das bandas mais cultuadas no mundo todo até os dias atuais – Os Mutantes, formado por Arnaldo Batista, Sérgio Dias e Rita Lee, consagraram-se com um estilo musical que misturava desde psicodelia, Beatles, música concreta, erudita e até o samba.
 
Em junho de 67, é inaugurada a famosa casa de shows Canecão, no Rio de Janeiro, que marca uma nova era – as festas começam a sair dos clubes locais e vão para estabelecimentos específicos, destinados em receber concertos de rock.

Década de 70

No Brasil, o baiano Raul Seixas (foto), misturando esoterismo e pura provocação, conquista os jovens com seu estilo debochado. Enquanto isso, Rita Lee cria a banda Tutti Frutti e se torna a grande dama do rock nacional. Os Secos & Molhados adaptaram o estilo glitter rock de Bowie à música folclórica, criando também um sucesso nunca visto antes.
 
O hard-rock e o progressivo também ganharam força, com os músicos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias e suas respectivas bandas. O pré-punk aparecia em 77, com o Joelho de Porco e suas sátiras.
 
Nesta década, o fim dos Beatles foi emblemático e ajudou na transição entre o rock básico de letras simples para o mais complexo, com melhores instrumentos, apoio de orquestras (como no caso do Deep Purple), e muitos sintetizadores, usados na criação dos sons eletrônicos.

 
Década de 80

O principal ano do período foi em 85, graças a um acontecimento crucial: o Rock In Rio tornou-se o maior concerto de rock de todos os tempos. Foi um público estimado em um milhão e meio de pessoas durante os dez dias de música. A partir de então, o país entrou na rota das grandes turnês internacionais e a juventude passou a ter mais orgulho das produções locais.
 
Os expoentes eram, por exemplo, Ultraje a Rigor (foto) e a banda RPM, que gravou o disco “Rádio Pirata Ao Vivo” e foi recordista de vendas – de qualquer gênero – no Brasil: somando 2,2 milhões de cópias comercializadas.
 
No mesmo período, o Legião Urbana lançava seu primeiro álbum, mostrando que os ideais punks continuavam fortes, assim como nos sons dos Garotos Podres, Camisa de Vênus, Ira!, Replicantes, Cólera e Plebe Rude.

 
Década de 90

Durante o começo da década de 90, surge uma potência mundial do heavy metal: o Sepultura, que também foi atração do segundo Rock In Rio, realizado no Maracanã, com estrelas como Prince, Guns’n’Roses, Nenhum de Nós e Capital Inicial.
 
Fusões ficam mais evidentes no cenário nacional, como no caso do Cidade Negra, que ganhou fama por suas misturas com reggae, assim como o Skank, além de Chico Science & Nação Zumbi, que misturavam maracatu com a música pop de vanguarda.
 
Planet Hemp chocava com suas letras que pediam a legalização da maconha e Os Raimundos fundiam o forró com hardcore. Porém, o recorde comercial de meados de 96 foi da então desconhecida banda Mamonas Assassinas (foto), que chamou a atenção com suas músicas debochadas, vendendo a impressionante quantidade de 2,6 milhões de discos.
 
Convivendo com tantas novidades e misturas, vindas também do Pato Fu, O Rappa, Jota Quest e Los Hermanos, os veteranos do rock brasileiro conseguiram seu espaço e voltaram a brilhar; como Lulu Santos e Arnaldo Antunes.

Fontes: O Fuxico, Tangerina, Itu.com.br

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