Funcionário é acusado de atear fogo em apartamentos e agredir moradora, que está em coma; Polícia Civil investiga o caso.
Por: Cruz das Almas News - g1Bahia
Um incêndio de grandes proporções atingiu um edifício no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, na manhã desta quarta-feira (27). A situação se agravou após relatos da subsíndica de que o zelador do prédio teria utilizado gasolina para atear fogo nas portas dos apartamentos, desencadeando um episódio de violência.
Segundo a subsíndica, que optou por não se identificar, o zelador saiu para comprar um galão de gasolina e, em seguida, retornou ao prédio, onde teria jogado o combustível nas portas e iniciado o incêndio. "Ele saiu, comprou um galão de gasolina, desceu da moto e entrou no prédio. Foi nas portas jogando gasolina e tacando fogo", relatou.
A Polícia Civil investiga o zelador, cujo nome não foi divulgado, pelos crimes de emprego de substância inflamável e tentativa de homicídio na 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico). Durante o incêndio, duas pessoas ficaram feridas. O zelador se jogou de um dos andares do edifício após iniciar o fogo e foi socorrido ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde está sob custódia policial. Uma moradora, agredida por ele, sofreu múltiplos traumas no rosto e foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para uma unidade de saúde, onde permanece internada.
O subcomandante do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros, Major André Moreira, informou que a moradora agredida foi encontrada inconsciente no 4º andar do prédio. O seu apartamento estava revirado, indicando uma luta corporal, e marcas de sangue foram encontradas nas paredes, ressaltando a gravidade do incidente. "Ela teve muitos traumas no rosto, estava tão machucada que não conseguia se comunicar com a gente", detalhou o major.
De acordo com moradores, a possível motivação para o ato violento pode estar relacionada a uma conversa em um grupo de mensagens do condomínio, onde se discutia a troca do zelador. Essa conversa ocorreu um dia antes do incêndio, na terça-feira (26). A subsíndica revelou que o zelador trabalha no local há mais de dez anos e reside com a família em um anexo no térreo do edifício.
Equipes do Corpo de Bombeiros, juntamente com três ambulâncias do Samu e a Polícia Militar, foram acionadas para controlar as chamas e atender a ocorrência. A situação segue sob monitoramento das autoridades, que buscam esclarecer os detalhes do crime e garantir a segurança dos moradores.
A professora de 41 anos, vítima da violência do zelador, está internada em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE). A informação foi confirmada nesta quinta-feira (28) pela delegada responsável pelo caso, Zaira Pimentel. O zelador, que foi preso em flagrante, é também suspeito de atear fogo no prédio, intensificando a gravidade desse trágico incidente.
Revelações sobre o comportamento do zelador lançam novas luzes sobre a relação entre ele e a professora. Um ano antes do crime, em janeiro de 2024, a vítima registrou uma queixa de assédio contra o zelador no livro de ocorrências do prédio. Na ocasião, ela informou que o suspeito a havia convidado para tomar um vinho.
Uma amiga da professora, que preferiu não se identificar, relatou que o zelador a assediava com frequência. "Ela chegou a falar com a esposa dele sobre a situação. Ela disse que tentou cortar, mas não conseguiu. Ela também contou para a esposa dele, mas ela disse que o marido era evangélico e que era o 'inimigo que a atacou'", relembrou a amiga, trazendo à tona o contexto de pressão e temor que a professora vivia.
Esses novos detalhes colocam em evidência a gravidade do comportamento do zelador e as potenciais falhas na proteção da vítima, que alertou as autoridades e a própria comunidade sobre a situação. A Polícia Civil segue investigando o caso em busca de respostas e medidas que possam evitar que episódios como esse se repitam na comunidade.
0 Comentários