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Delegado diz que empresário achado morto em pousada na Bahia foi assassinado; esposa e amiga são indiciadas

 

Delegado diz que concluiu inquérito e que morte de empresário em pousada de luxo na BA não foi suicídio — Foto: Reprodução/Instagram

O laudo da morte do empresário Leandro Troesch, dono da pousada Paraíso Perdido, em Jaguaripe , no baixo sul da Bahia, aponta que não houve suicídio e ele foi assassinado. A informação foi divulgada nesta terça-feira (19) pelo delegado Rafael Magalhães, responsável pelo caso. 

 Magalhães detalhou que o inquérito foi concluído e remetido à Justiça. Foram indiciadas: a viúva do empresário, Shirley Silva Figueredo, e a amiga dela, Maqueila Santos Bastos. Ambas são apontadas como suspeitas de envolvimento na morte de Leandro. A polícia, no entanto, não detalhou a participação delas no caso. 

Leandro Troesch foi achado morto em 25 de fevereiro deste ano, dentro de um dos quartos da "Paraíso Perdido", com marca de tiro na cabeça. Na ocasião, Shirley estava na pousada e disse à polícia que encontrava-se no banheiro, mas somente ouviu o barulho do tiro. 

Inicialmente, a polícia trabalhava com a hipótese de suicídio, no entanto, no decorrer das investigações do caso, a polícia passou a suspeitar de homicídio, principalmente após o assassinato do braço direito do empresário, Marcel da Silva Vieira, conhecido como Billy, em 6 de março. 

O homem era considerado uma testemunha fundamental na investigação e foi morto às vésperas de ser ouvido pela polícia, no distrito de Camassandi, que também fica em Jaguaripe. Além disso, o cofre da pousada foi esvaziado e que o local do crime foi alterado, após a morte do empresário. 

Shirley Figueredo é considerada foragida da Justiça, porque há um mandado de prisão contra ela. A viúva ainda não se apresentou à polícia. Ela fugiu da pousada durante as investigações da morte do marido. Por causa disso, passou a ser considerada foragida da Justiça, pois não poderia deixar o local sem comunicar. 

A reportagem entrou em contato com a defesa de Shirley, que informou que recebeu a informação há pouco tempo e não vai se pronunciar no momento. Já o advogado de Maqueila não atendeu as ligações. 

Maqueila foi presa no estado de Sergipe, em 24 de março. Na última semana, a Justiça determinou a manutenção da prisão temporária dela. Além da morte de Leandro, as amigas são investigada pela morte de Billy. 

Prisão e envolvimento de Maqueila 
Maqueila conheceu Shirley na prisão, em 2021. — Foto: Redes sociais

Maqueila Bastos teve a prisão temporária decretada no dia 14 de março. A suspeita respondia em liberdade a processos por estelionato. 

A amizade com Shirley da Silva Figueiredo, esposa de Leandro, foi iniciada em 2021, quando ambas estavam presas. Shirley e Leandro Troesch foram presos e condenados por crimes de sequestro e extorsão cometido em 2001. Em 2022, ele estava em prisão domiciliar na pousada. 
foto publicada em uma rede social mostra que Maqueila tem o nome de Shirley tatuado — Foto: Reprodução/TV Bahia

Após Shirley conseguir prisão domiciliar e Maqueila ser liberada pela Justiça, ela foi trabalhar na pousada Paraíso Perdido, a qual Leandro era dono. Conforme apontam as investigações, o empresário não aprovava a amizade entre Shirley e Maqueila. 

Uma foto publicada em uma rede social mostra que Maqueila tem o nome de Shirley tatuado ao lado do desenho de um coração, no braço direito. Na imagem, a suspeita usava uma aliança dourada contendo a letra S.

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