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Acusação de crime eleitoral feita por Bolsonaro usa dados de software, não auditoria

Jair Bolsonaro (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

A acusação de crime eleitoral que a campanha de Jair Bolsonaro (PL) fez por suposto favorecimento ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em inserções de rádio do Nordeste é baseada em dados coletados e processados por software de monitoramento de audiência de emissoras, desenvolvido pela empresa Audiency Brasil Tecnologia. A informação é do portal UOL.

Acontece que ao fazer a acusação na noite de segunda-feira (24), o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse que o levantamento foi feito por uma “auditoria”.

A campanha do candidato à reeleição pediu ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, que suspenda a propaganda de rádio da coligação Brasil da Esperança, de Lula.

Isso porque, para os bolsonaristas, o número de inserções nas rádios de cidades brasileiras foi desigual entre os dois candidatos.

Contudo, segundo apuração do portal UOL, a metodologia que utilizaram para fazer o levantamento “apresenta sinais de inconsistência e pode gerar dados imprecisos e/ou incompletos”.

“De 7 a 21 [de outubro], a campanha do presidente Jair Bolsonaro teve a menos no Brasil 154.085 inserções de rádio", denunciou Faria na portaria do Palácio do Alvorada, em Brasília.

“Isso é uma grave violação do sistema eleitoral. Esses dados já estão coletados, já fizemos dupla checagem”, acrescentou.

 Depois, Moraes cobrou que a coligação de Bolsonaro apresentasse provas em um prazo de 24 horas. O relatório foi entregue na noite de terça (25).

Monitoramento via software

O portal esclarece que o monitoramento de rádios via software é feito por webcast, ou seja, transmissão ao vivo de áudio e vídeo utilizando a tecnologia de streaming.

Porém, o conteúdo que vai pela internet não é necessariamente o mesmo transmitido via sinal de radiofusão. Por isso, a veiculação das inserções dos candidatos não é obrigatória no webcast.

Yahooo

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