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A verdade sobre o vídeo fake que está viralizando de Bolsonaro com Putin



Por: veja.abril.com.br 

A viagem de Jair Bolsonaro para a Rússia vem rendendo combustível para a base fiel do governo espalhar notícias falsas e enaltecer o presidente. Uma das fake news que circula nas redes sociais e grupos bolsonaristas do WhatsApp é um vídeo de Vladimir Putin onde o presidente russo agradece a Bolsonaro, na língua local, por intervir na crise militar entre Rússia e Ucrânia. No entanto, a legenda em português do vídeo é falsa. Na verdade, trata-se de um vídeo antigo de um pronunciamento do mandatário russo de 2018 em homenagem às mulheres.

Diz a legenda falsa compartilhada pelos bolsonaristas: “Bom dia cidadãos do mundo. Hoje estava prestes a atacar a Ucrânia quando conversei com o presidente Jair ainda em voo. Ele veio de um lugar tão longe. Ele disse: Ô Vladi, o mundo é nossa casa, Deus está acima de todos. Isso tocou minha alma. Portando agora decidi retirar minhas tropas da fronteira. E parar essa guerra. Agradeço de coração, presidente brasileiro”.

 Na verdade, o vídeo foi publicado pelo Kremlin em 7 de março de 2018, véspera do Dia Internacional das Mulheres, do qual foram recortados os 30 primeiros segundos pelos apoiadores do governo brasileiro.  A peça em questão trata de uma homenagem de Putin às russas.

"Queridas mulheres da Rússia, de todo meu coração eu as felicito pelo Dia Internacional das Mulheres, este feriado que nós celebramos logo no começo da primavera. O clima em nosso grande país hoje é diferente em várias regiões, mas em todos os lugares há um bom humor ensolarado. E ele faz com que hajam sorrisos, flores e um sentimento sincero. Isso tudo é para vocês, queridas mulheres”, é o que diz Putin no vídeo divulgado.

Entre outras fake news relacionadas à visita oficial, foram compartilhadas ainda duas montagens: uma com uma manchete da CNN informando que Bolsonaro “evitou a Terceira Guerra Mundial” e outra com a capa da revista Time noticiando o prêmio Nobel da paz para o presidente brasileiro. As notícias mentirosas foram replicadas por apoiadores como Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente.

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