Roberta Roma passa por cateterismo em Salvador e tem quadro estável após infarto no Recôncavo
Deputada federal sentiu dores no peito durante compromisso de campanha em Cruz das Almas neste sábado (26); médicos apuram hipótese de “síndrome do coração partido”
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Internada na UTI Cardíaca do Hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador, a deputada federal Roberta Roma (PL) apresenta quadro estável após sofrer um infarto neste sábado (26). A parlamentar, que tenta a reeleição, foi submetida a um cateterismo, que descartou obstruções relevantes nas artérias coronárias.
Segundo nota divulgada por sua assessoria, os médicos agora investigam a hipótese de síndrome de Takotsubo, popularmente chamada de “síndrome do coração partido”.
O mal-estar ocorreu pela manhã, durante agenda política em Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano. Roberta relatou forte dor torácica com irradiação para o braço direito e recebeu os primeiros socorros ainda no interior, antes de ser levada para a capital baiana.
Na capital, os exames confirmaram o infarto. Além do cateterismo, a deputada realiza uma bateria de exames complementares para elucidar a origem da dor torácica.
A assessoria informa que Roberta está consciente, medicada, sob monitorização contínua e, apesar da internação, mantém o bom humor. Ela é acompanhada pelo clínico Silvestre Sobrinho e pelo cardiologista Adriano Martins, responsável pela UTI.
Na política, Roberta Roma concorre a mais um mandato na Câmara pelo PL. É casada com João Roma, presidente estadual do partido e candidato ao Senado na chapa de ACM Neto (União).
Entenda a síndrome investigada
Apelidada de “síndrome do coração partido”, a Takotsubo é uma disfunção temporária do músculo cardíaco, geralmente desencadeada por episódios intensos de estresse emocional ou físico.
Os sinais são parecidos com os de um infarto — dor no peito, falta de ar e arritmia —, mas, na maioria das vezes, não há bloqueio das coronárias. O coração pode ter a capacidade de bombeamento reduzida por um período.
Com tratamento e acompanhamento médico, a função cardíaca costuma se normalizar em poucas semanas. O diagnóstico diferencial é essencial, justamente pela semelhança com o infarto tradicional.
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