Padre é preso em Praia Grande suspeito de estupro de vulnerável
Jucelino de Oliveira, de 58 anos, teve prisão temporária cumprida pela DDM na sexta-feira (4); investigação corre em segredo de Justiça e Diocese diz que vai adotar medidas canônicas
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| Imagem: Divulgação |
Praia Grande (SP) - Um padre de 58 anos foi detido na noite de sexta-feira (4) em Praia Grande, no litoral paulista, durante uma ação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Jucelino de Oliveira é investigado por suspeita de estupro de vulnerável e teve um mandado de prisão temporária cumprido pelos agentes.O inquérito tramita em sigilo e os detalhes não foram divulgados pelas autoridades.
Justiça determina medidas de proteção
Além da prisão, o Poder Judiciário fixou uma série de medidas cautelares para resguardar as vítimas. O religioso está proibido de se aproximar a menos de 300 metros, de manter qualquer tipo de contato - seja pessoal ou por telefone, redes sociais e outros meios - e de frequentar a casa, escola, trabalho ou outros locais de convívio das vítimas.
Quem é o padre
Jucelino de Oliveira é o responsável pela Casa Pime, em Praia Grande, um espaço de acolhimento, retiros e lazer vinculado ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores (Pime), congregação missionária de origem italiana.
Na Baixada Santista, ele costuma celebrar missas na Capela São João Batista, no bairro Solemar, e na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, no Jardim Imperador.
Procurada, a Diocese de Santos informou que foi comunicada sobre a prisão e que confia na apuração da Justiça. Em nota, a instituição afirmou que “as providências canônicas cabíveis serão tomadas”.
O que diz a defesa
O advogado João Paulo Silva Rocha, que defende o padre, sustenta que a detenção é temporária e tem caráter cautelar, não configurando condenação.
Em nota enviada à imprensa, a defesa informou que ainda não teve acesso completo à representação da polícia, ao parecer do Ministério Público e à íntegra da decisão judicial. Na audiência de custódia, os advogados pediram a revogação da prisão e a manutenção apenas das medidas cautelares já impostas.
Segundo a defesa, Jucelino cumpriu a ordem sem oferecer resistência e segue à disposição das autoridades. O texto ainda pede cautela na divulgação do caso para preservar a dignidade dos envolvidos e a presunção de inocência, evitando prejulgamentos.
O caso continua em investigação pela Polícia Civil.

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